“Apenas quando somos instruídos pela realidade é que podemos mudá-la”, Bertolt Brecht.
Uma das razões pelas quais os jequieenses devem lutar pela sua universidade independente (UNERC) é a perspectiva do desenvolvimento socioeconômico de Jequié e região. E, em se tratando de desenvolvimento socioeconômico, como se encontra esta cidade? Qualquer individuo - por mais simples que seja -, percebe um município com uma economia estagnada, sem perspectivas de crescimento, estabelecimentos tradicionais fechando suas portas, retração comercial, industrial e empresarial etc. Como uma simples prova disso, recordemo-nos do Supermercado GBarbosa que deveria ser instalado aqui em Jequié, mas isso não aconteceu - indo instalar-se em Vitória da Conquista.
“Ficando atrás”
De braços cruzados, acomodados, silenciados, todos nós presenciamos a perda de postos importantes para a economia local e da região, para outras cidades da Bahia. E Jequié, dia após dia, engrossam as estatísticas de desemprego para a sua população economicamente ativa, sobretudo a população jovem. Constantemente, presencia-se em nossos terminais rodoviários jequieenses partindo para outras cidades bem mais desenvolvidas em busca de um lugar no mercado de trabalho. São Paulo e Salvador estão entre as preferidas para emigração. Isso é uma vergonha para um município que no passado, mais precisamente na década de 40, alcançou o posto do terceiro maior do Estado da Bahia, ficando atrás apenas de Salvador e Feira de Santana. Nesses áureos tempos, Jequié servia até de entreposto, isto é, centro de exportação de bens de consumo (duráveis e não duráveis) para outras regiões do País.
“As conseqüências da falta de compromisso”
Com tanta falta de interesse e de compromisso do poder administrativo central em relação a essas questões, que futuro espera os jequieenses? Para a administração municipal, por que Jequié não está em primeiro lugar? Por que partidos políticos se digladiam em torno de cargos, enquanto a população jequieense sofre em conseqüência da alta taxa de desemprego? Em pleno Século XXI vivemos em uma cidade: que não tem sequer um shopping center; não tem um aeroporto decente que os seus filhos possam se orgulhar;
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